
A blefaroplastia inferior é a cirurgia indicada para remover as bolsas de gordura e o excesso de pele que se acumulam abaixo dos olhos, causando um aspecto cansado, inchado ou envelhecido. Esses sinais podem aparecer precocemente, mesmo em pacientes jovens, por predisposição genética ou hábitos de vida. A cirurgia corrige esse volume e melhora o contorno entre pálpebra e bochecha, deixando o olhar mais leve e natural.
Existem duas técnicas principais: a via transcutânea, com incisão externa bem rente aos cílios, usada quando há excesso de pele; e a via transconjuntival, feita por dentro da pálpebra, ideal quando há apenas bolsas de gordura. Em alguns casos, a gordura não é retirada, mas reposicionada para preencher o “degrau” entre a pálpebra e a face — o que evita a aparência de “olho fundo” no pós-operatório.
A cicatriz externa costuma evoluir muito bem, tornando-se quase imperceptível com o tempo. Já a via interna não deixa cicatriz visível, mas tem indicação restrita. A escolha entre as técnicas depende de fatores como flacidez de pele, tônus da pálpebra, presença de sulcos marcados e expectativa de resultado.
O pós-operatório é relativamente tranquilo, com inchaço e hematomas nos primeiros dias. O paciente deve evitar sol, fazer compressas frias e seguir rigorosamente as orientações médicas. A recuperação inicial leva cerca de 7 a 10 dias, e o resultado final é visto após algumas semanas.
Quando bem indicada, a blefaroplastia inferior traz um rejuvenescimento sutil e duradouro, sem mudar a expressão. O rosto parece mais descansado e equilibrado, com naturalidade — como se o paciente tivesse apenas dormido bem.
Dr. Cássio César Arrais Leão é cirurgião plástico em Brasília, especialista em cirurgias da face e pálpebras. Atende no Instituto AYA com foco em planejamento personalizado e segurança.