Reconstruir a mama não é “voltar ao que era antes”, e sim restaurar forma, volume e simetria possíveis após uma perda tecidual (por câncer, retirada de próteses, trauma etc.). Sempre haverá cicatrizes; a sensibilidade pode ficar reduzida; a simetria costuma melhorar, mas nem sempre fica perfeita. Muitas vezes o processo é em etapas: expansor/implante ou retalhos (tecido da própria paciente), enxertos de gordura em 1–3 sessões para refinar contornos e, quando indicado, reconstrução do mamilo e micropigmentação da aréola. Radioterapia prévia ou futura, tabagismo e IMC elevado aumentam o risco de complicações e podem exigir planos mais conservadores.

Como é o pós-operatório (variável)

Espere drenos por alguns dias, inchaço por semanas e restrição de esforço por 2–4 semanas (às vezes mais, conforme a técnica). O resultado “assentado” leva meses; pequenos ajustes podem ser necessários. Dor costuma ser controlável com analgesia adequada; retorno a atividades leves geralmente é progressivo e individualizado. É comum que a mama reconstruída tenha toque e mobilidade diferentes da outra.

Custos: do que é feito o investimento

O valor total costuma somar: honorários da equipe (cirurgião/auxiliar), anestesia, custos hospitalares (sala, materiais, internação), materiais específicos (expansor, implante, telas quando indicadas), exames, curativos e retornos. Em termos comparativos, fica na faixa de um procedimento hospitalar de médio porte com materiais especiais; ou de um tratamento odontológico completo com próteses premium; ou uma viagem internacional a passeio bem feita.

Onde o convênio costuma custear

Reconstrução após câncer de mama: é cobertura obrigatória no rol da ANS, incluindo modalidades com próteses/expansores quando indicados e a simetrização da mama contralateral e do complexo aréolo-mamilar como parte do tratamento reconstrutivo, mediante solicitação médica.

Momento da reconstrução: quando há condições clínicas/técnicas, a reconstrução imediata (no mesmo tempo da mastectomia) é prevista em lei; se não for possível, pode ser tardia.

Ampliação recente de direitos: em julho de 2025, foi sancionada nova lei ampliando o acesso à cirurgia reparadora de mama no SUS e nos planos de saúde, não restrita apenas a casos oncológicos. Na prática, a implementação segue as regras do seu contrato e normas operacionais do plano — vale confirmar a vigência e os fluxos com a operadora.

Na vida real, “o que o plano cobre” costuma significar hospital, materiais e procedimentos do rol quando os critérios técnicos são atendidos. Honorários da equipe podem seguir tabela própria e ser particulares com possibilidade de reembolso, variando conforme o plano. A análise é caso a caso, com laudos e pedidos bem estruturados para otimizar a cobertura — sem abrir mão da qualidade assistencial. (Base legal e técnica ajudam muito na autorização.

Como decidimos juntos

Na consulta, avaliamos exames, pele, volume desejado e histórico (radioterapia, cirurgias, tabagismo), explicamos todas as rotas (implante/expansor, retalhos, gordura, timing imediato vs. tardio), riscos e limitações, e montamos um plano por etapas com cronograma e orçamento transparente. A promessa honesta é: segurança, previsibilidade e o melhor resultado possível para o seu caso, não atalhos.

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