
O câncer de mama é uma realidade que ainda atinge milhares de mulheres brasileiras todos os anos — mais de 73 mil novos casos anuais, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). No entanto, a maior parte dessas vidas poderia ser transformada com um gesto simples: prevenir e diagnosticar cedo. O Outubro Rosa não é apenas uma campanha; é um lembrete de que o autocuidado e o rastreamento regular salvam vidas.
A força da prevenção cotidiana
A prevenção começa muito antes dos exames. Ela nasce em hábitos diários, cientificamente comprovados para reduzir o risco de câncer de mama.
Manter o peso corporal adequado, praticar atividade física regular, alimentar-se de forma equilibrada, evitar o tabagismo e reduzir o consumo de álcool são medidas que, combinadas, diminuem significativamente as chances de desenvolvimento da doença. A amamentação também tem efeito protetor, pois reduz a exposição prolongada aos hormônios ligados ao ciclo menstrual.
Rastreio: o passo mais importante
Embora o estilo de vida tenha impacto direto, a maior arma contra o câncer de mama é o diagnóstico precoce. Quando detectado em fases iniciais, as chances de cura ultrapassam 95%.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), em conjunto com a FEBRASGO e o Colégio Brasileiro de Radiologia, recomenda que todas as mulheres realizem mamografia anualmente a partir dos 40 anos de idade, mesmo que não apresentem sintomas ou histórico familiar.
Para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou mutações genéticas conhecidas (BRCA1 e BRCA2), o rastreamento pode começar ainda antes, com acompanhamento individualizado e exames complementares, como ressonância magnética das mamas.
Por que o rastreamento precoce importa
O câncer de mama tem comportamento silencioso. Em muitos casos, quando o nódulo se torna palpável, ele já pode ter atingido estágios mais avançados. A mamografia é capaz de identificar lesões milimétricas e não palpáveis, permitindo tratamento menos invasivo e com melhor prognóstico.
Estudos da SBM demonstram que a mortalidade por câncer de mama é até 30% menor em populações com rastreamento anual a partir dos 40 anos, em comparação com países que iniciam apenas aos 50.
O papel do autoexame e do olhar atento
Embora o autoexame das mamas não substitua a mamografia, ele é uma ferramenta importante de autoconhecimento corporal. Observar alterações na pele, retrações, secreções mamilares ou mudanças no formato das mamas deve levar à avaliação médica imediata.
O mais importante é compreender que prevenção não é desconfiança, é cuidado. E o cuidado deve ser constante — não apenas em outubro.
Um lembrete de amor e responsabilidade
Neste Outubro Rosa, o convite é claro: cuide-se, faça seus exames e incentive outras mulheres a fazerem o mesmo.
A prevenção é a forma mais poderosa de amor próprio — é escolher a vida antes que a doença apareça.
E se o diagnóstico um dia chegar, que ele chegue cedo, quando a medicina ainda pode agir com toda a sua força e oferecer a cura.
Sou o Dr. Cássio César Arrais Leão, cirurgião plástico em Brasília, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Atendo na Clínica AYA, no Lago Sul, oferecendo acompanhamento completo e individualizado em cada etapa — da primeira consulta até o pós-operatório. Se você está com diagnóstico de câncer mamário ou passou por tratamento cirúrgico previamente, e deseja reconstruir as mamas, agende uma consulta! Será um prazer recebê–la!