
Retirar o excesso de pele das pálpebras e ajustar bolsas de gordura (superior, inferior ou ambas) melhora o olhar cansado e pode, em alguns casos, ajudar a abrir o campo de visão. O valor total da blefaroplastia nasce da soma de:
- Hospital/centro cirúrgico e anestesia (local + sedação ou geral, conforme o caso).
- Equipe cirúrgica (cirurgião, auxiliar, instrumentação).
- Materiais/curativos (fios finos, micropores, pomadas, compressas).
- Complexidade técnica (apenas pele x pele+bolsas de gordura; blefaroplastia inferior transconjuntival; necessidade de cantopexia para firmeza lateral; correção de ptose da pálpebra; simetrias).
Onde o convênio pode ajudar
Exames pré-operatórios: em geral, o convênio pode cobrir exames de sangue, risco cirúrgico e avaliações oftalmológicas quando indicadas (ex.: campimetria/perimetria, laudo de ptose). Isso já reduz parte dos custos antes da cirurgia.
Casos funcionais/documentados: quando há comprometimento visual (ex.: sobra de pele cobrindo o campo de visão, ptose verdadeira, ectrópio/entrópio, alterações por tumores cutâneos na pálpebra), alguns convênios podem autorizar parte da internação/estrutura e insumos para a correção reconstrutiva/funcional.
Importante: a blefaroplastia com finalidade estética (especialmente a inferior para bolsas) geralmente não é coberta; e os honorários da equipe costumam ser particulares, com possibilidade de reembolso dependendo do contrato do seu plano.
O que normalmente fica fora do convênio
Honorários do cirurgião e equipe (cobrados à parte, com orientação para reembolso quando o plano permite).
Ajustes estéticos associados (ex.: lipoenxertia para suavizar olheiras, cantopexia com foco estético, laser/peeling complementar), além de modeladores/curativos especiais e medicamentos não padronizados.
Como funciona na prática (exemplos rápidos)
Cenário A – Estético (mais comum): exames pré-operatórios pelo convênio; cirurgia e honorários particulares (com reembolso quando aplicável).
Cenário B – Funcional (campo visual reduzido/ptose): exames pelo convênio; com laudo oftalmológico e fotos, o convênio pode ajudar com parte da estrutura hospitalar; os honorários seguem à parte (reembolso conforme regras do plano).
Cenário C – Reconstrutivo (tumor de pele/alterações da pálpebra): maior chance de cobertura de internação/insumos pelo convênio; honorários e eventuais etapas estéticas ficam à parte (com reembolso quando previsto).
- Documentos que ajudam na autorização
- Pedido médico detalhado.
- Laudo oftalmológico (ex.: campimetria, ptose medida, fotos).
- Fotos clínicas padronizadas.
- Carteirinha do plano e dados para autorização.
E o valor, como entender sem números?
Pense que o investimento costuma se comparar a uma viagem internacional enxuta, uma reforma bem feita de um cômodo ou um tratamento odontológico completo. Quando o convênio entra com exames e, nos casos elegíveis, com parte da estrutura hospitalar, a conta fica mais leve; o que permanece, em geral, são os honorários da equipe e os itens estéticos.
Próximo passo
Na consulta, avaliamos seu caso, pedimos os exames via convênio quando possível, definimos se há critério funcional e orientamos o passo a passo da autorização/reembolso. A partir disso, você recebe um orçamento claro, separando o que pode ser coberto do que fica particular.