A indicação de tecnologias de retração depende principalmente da qualidade da pele, do grau de flacidez e do procedimento ao qual serão associadas.
Uma das perguntas que aparecem com frequência no consultório é se existe algum aparelho capaz de retirar a gordura e fazer a pele “colar” novamente.
Em alguns casos, tecnologias podem ajudar.
Mas existe uma diferença importante entre melhorar a retração de uma pele que ainda possui boa capacidade de acomodação e tentar corrigir uma sobra de pele que realmente precisa ser retirada.
Existem tecnologias baseadas em radiofrequência, ultrassom, laser e plasma que podem entregar energia aos tecidos e produzir aquecimento controlado.
Em pacientes adequadamente selecionadas, isso pode auxiliar na contração do colágeno e na acomodação da pele depois de uma lipoaspiração.
Mas tecnologia não transforma uma pele muito flácida em uma pele firme.
Quando existe flacidez leve ou moderada e boa qualidade dos tecidos, esses recursos podem ser aliados interessantes.
Quando existe sobra importante de pele, muitas estrias, tecidos muito finos, grandes perdas de peso ou alterações estruturais relevantes, insistir apenas em retração pode produzir um resultado aquém do esperado.
Por isso, eu não começo perguntando qual aparelho será utilizado.
Eu começo olhando para a pele.
A principal pergunta é: essa pele ainda possui capacidade de retração?
Se a resposta for sim, alguma tecnologia pode contribuir para o resultado.
Se a resposta for não, talvez o tratamento mais adequado seja retirar pele por meio de uma miniabdominoplastia, abdominoplastia, lifting ou outro procedimento indicado para aquela região.
A tecnologia deve entrar no planejamento quando acrescenta benefício real — e não apenas porque existe um aparelho disponível.
O melhor resultado não vem da tecnologia mais famosa. Vem de uma indicação bem feita.
Dr. Cássio César Arrais Leão
Cirurgião Plástico
CRM DF 26070 - RQE 20448 Cirurgião Plástico
Brasília - Distrito Federal