Quando uma prótese de silicone é colocada, o corpo forma uma cápsula ao redor do implante. Essa cápsula é uma resposta natural do organismo. No explante mamário, a cirurgia pode envolver apenas a retirada da prótese ou também a retirada parcial ou total dessa cápsula. A decisão depende do caso, dos sintomas, dos exames, da espessura da cápsula, da presença de contratura, ruptura, líquido, calcificação, inflamação ou suspeitas associadas.
Capsulectomia é a retirada da cápsula que envolve a prótese. Ela pode ser parcial ou total, conforme a necessidade e a segurança da cirurgia. Em alguns casos, retirar toda a cápsula é importante. Em outros, insistir na retirada completa pode aumentar riscos, principalmente quando a cápsula está muito aderida a estruturas profundas.
O explante em bloco é a retirada da prótese junto com a cápsula ao redor, em uma peça única, sem abrir esse conjunto durante a remoção. É uma técnica que pode ser indicada em situações específicas, como suspeita oncológica, presença de líquido suspeito, ruptura com conteúdo dentro da cápsula ou outras condições em que a retirada íntegra do conjunto seja necessária. Mas nem sempre é possível ou indicado.
Não. Essa é uma das dúvidas mais importantes. O explante em bloco não deve ser tratado como uma obrigação em todos os casos. Existem situações em que tentar retirar tudo em bloco pode aumentar sangramento, lesão de tecidos, trauma cirúrgico e risco para a paciente. A prioridade deve ser uma cirurgia segura, bem indicada e planejada de acordo com a anatomia e o problema real de cada paciente.
A retirada da cápsula pode ser considerada quando há: contratura capsular, dor, endurecimento, calcificação, ruptura da prótese, seroma, inflamação persistente, assimetria importante, suspeita diagnóstica ou cápsula espessa e deformante. Mesmo nesses casos, a extensão da capsulectomia deve ser decidida com critério.
Capsulectomia e explante em bloco não são a mesma coisa. A capsulectomia é a retirada da cápsula. O explante em bloco é uma forma específica de retirar prótese e cápsula juntas, em peça única. Mais importante do que prometer uma técnica específica é avaliar o caso, entender os riscos e escolher a conduta mais segura para retirar a prótese, tratar a cápsula e reconstruir a mama da melhor forma possível.