O explante mamário é uma cirurgia cada vez mais procurada, mas não deve ser tratado como um procedimento simples ou sem riscos.
A retirada das próteses pode envolver cápsula, tecidos cicatriciais, flacidez, alterações de pele, assimetrias e, em alguns casos, cirurgias anteriores complexas. Por isso, o planejamento precisa ser individualizado.
Como em qualquer cirurgia, podem ocorrer sangramento, hematoma, seroma, infecção, abertura de pontos, alterações de sensibilidade, dor, assimetrias e cicatrizes desfavoráveis.
Em casos específicos, principalmente quando há pele muito fina, cicatrizes prévias, grande flacidez, tabagismo, diabetes, cirurgias repetidas ou comprometimento da vascularização, também pode existir risco de sofrimento da pele e da aréola.
Outro ponto importante é o resultado. A mama após o explante não fica igual à mama com prótese. Pode haver perda de volume, queda, excesso de pele, assimetria, irregularidades ou um formato diferente do imaginado pela paciente.
Em algumas situações, pode ser necessária uma revisão cirúrgica futura para ajuste de cicatriz, assimetria, contorno, excesso de pele ou refinamento do resultado.
Falar sobre riscos não significa gerar medo. Significa tomar uma decisão consciente.
A melhor forma de reduzir riscos é realizar uma avaliação cuidadosa, solicitar exames adequados, planejar a técnica correta, operar em ambiente hospitalar seguro e contar com uma equipe preparada para acompanhar o antes, o durante e o depois da cirurgia.
Se você pensa em retirar suas próteses, a consulta é o momento de entender não apenas os benefícios do explante, mas também seus limites, riscos e cuidados necessários para uma decisão segura.