A dor nas mamas em pacientes com prótese de silicone é uma queixa que merece atenção, principalmente quando é persistente, progressiva ou associada a endurecimento, alteração no formato ou assimetria.
Nem toda dor significa uma complicação grave. Em alguns casos, o desconforto pode ter origem muscular, especialmente quando a prótese está posicionada abaixo do músculo ou quando há tensão na região peitoral.
A dor também pode estar relacionada à cápsula formada ao redor da prótese. Quando essa cápsula fica mais espessa, rígida ou contraída, pode causar pressão, desconforto e sensação de mama endurecida.
Nos casos de contratura capsular, a dor pode vir acompanhada de deformidade, endurecimento, elevação da mama ou diferença entre os lados. Essa é uma das situações em que a avaliação médica se torna ainda mais importante.
Também existem casos em que a dor pode estar associada a processos inflamatórios, compressão dos tecidos, deslocamento da prótese, ruptura do implante ou alterações próprias da mama que não têm relação direta com o silicone.
Em algumas pacientes, mesmo após investigação, a dor pode não ter uma causa evidente. Ainda assim, ela deve ser levada a sério, especialmente quando interfere na rotina, no sono, no treino, no toque ou na qualidade de vida.
A investigação pode incluir exame físico, avaliação da posição da prótese, análise da consistência da mama e exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, quando indicados.
A retirada da prótese pode ser considerada quando há dor persistente, contratura capsular, ruptura, alterações da cápsula, desconforto importante ou quando a paciente não deseja mais manter o implante.
Se você sente dor nas mamas com prótese, o ideal é não normalizar esse sintoma. Uma avaliação cuidadosa ajuda a entender a causa do desconforto e definir se o melhor caminho é acompanhar, tratar, trocar ou retirar a prótese.