Nem toda paciente que apresenta incômodo, alteração ou insatisfação com as próteses deseja retirar o silicone definitivamente.
Algumas mulheres ainda gostam do volume das mamas, querem manter a projeção, preferem não ficar sem próteses ou, pela própria anatomia, teriam um resultado menos previsível sem o implante.
Nesses casos, a troca de implantes mamários pode ser uma alternativa.
A troca pode ser indicada quando existe contratura capsular, ruptura, prótese antiga, deslocamento, assimetria, alteração no formato, rippling, desconforto com o tamanho atual ou desejo de ajustar o volume.
Também pode ser considerada quando a paciente quer uma mama mais natural, mas ainda precisa do implante para manter estrutura, preenchimento ou proporção corporal.
Durante a avaliação, analiso o tipo de prótese, o tempo de implante, a posição, a cápsula, a qualidade da pele, o grau de flacidez, o volume mamário natural e o objetivo da paciente.
Em alguns casos, a troca pode ser associada à mastopexia, capsulectomia, ajuste da loja da prótese, correção de assimetrias ou lipoenxertia para melhorar contornos e cobertura dos tecidos.
O mais importante é entender que trocar a prótese não significa simplesmente colocar “uma nova no lugar da antiga”. Muitas vezes, é uma cirurgia revisional, que exige planejamento, cuidado com os tecidos e escolha adequada do novo implante.
A decisão entre explante e troca deve ser individualizada. Algumas pacientes se beneficiam mais da retirada definitiva. Outras têm melhor indicação para troca, especialmente quando desejam manter volume, projeção ou sustentação.
Se você tem próteses e não deseja ou não pode ficar sem implantes, a avaliação permite entender se a troca é segura, qual tamanho faz sentido e quais ajustes podem ser necessários para alcançar um resultado mais harmônico e natural.