A anestesia no explante mamário é planejada para que a cirurgia seja realizada com conforto, segurança e controle adequado da dor. Na maioria dos casos, o procedimento é feito com anestesia geral, principalmente quando envolve retirada das próteses, capsulectomia, tratamento de contratura capsular, ruptura, silicone extravasado, lipoenxertia ou reconstrução mamária associada.
Como é a anestesia?
Antes da cirurgia, a paciente passa por avaliação pré-anestésica. Nessa etapa, o anestesista analisa exames, histórico de saúde, alergias, medicações em uso, cirurgias anteriores e possíveis fatores de risco.
No dia da cirurgia, a paciente entra no centro cirúrgico, é monitorizada e recebe medicações para dormir, controlar a dor e manter estabilidade durante todo o procedimento. Durante a cirurgia, o anestesista acompanha respiração, pressão, frequência cardíaca, oxigenação, hidratação e profundidade anestésica.
Ao final, a anestesia é reduzida gradualmente e a paciente é encaminhada para a recuperação pós-anestésica, onde permanece em observação até estar bem acordada, estável e com dor controlada.
A anestesia geral permite que a paciente não sinta dor, não acompanhe o procedimento e permaneça confortável durante toda a cirurgia.
Ela também oferece maior controle para a equipe, especialmente em cirurgias mais longas ou complexas. No explante mamário, isso é importante porque muitas vezes não se trata apenas de retirar a prótese. Pode ser necessário tratar cápsulas endurecidas, remover silicone, corrigir deformidades, controlar sangramentos e reconstruir os tecidos da mama.
Outro benefício é permitir que o cirurgião trabalhe com mais precisão e segurança, sem desconforto ou movimentação da paciente durante etapas delicadas da cirurgia.
Quais são os riscos da anestesia?
Toda anestesia envolve riscos. Entre os mais comuns estão náuseas, vômitos, dor de garganta, sonolência, tontura, tremores, queda ou aumento da pressão e desconfortos temporários após o despertar.
Riscos mais raros também podem ocorrer, como reações alérgicas, alterações respiratórias, complicações cardiovasculares, broncoaspiração, dificuldade de intubação ou necessidade de cuidados adicionais no pós-operatório.
Esses riscos variam conforme idade, peso, doenças associadas, tabagismo, uso de medicamentos, histórico anestésico e complexidade da cirurgia.
Como reduzir os riscos?
A segurança começa antes da cirurgia. Exames pré-operatórios, avaliação com anestesista, risco cirúrgico quando indicado, jejum adequado, suspensão correta de medicamentos e escolha de um hospital estruturado são medidas importantes para reduzir complicações.
Durante todo o procedimento, a paciente é monitorizada pelo anestesista, que acompanha os sinais vitais e ajusta as medicações conforme a necessidade.
O convênio pode ajudar na anestesia?
Em algumas situações, principalmente quando há indicação médica relacionada a complicações do implante, como contratura capsular, ruptura, dor, inflamação, seroma, alterações capsulares ou reconstrução mamária, o convênio pode ter maior chance de participar da parte hospitalar, incluindo centro cirúrgico, internação e anestesia.
Essa cobertura depende da análise do plano, documentação médica, hospital, justificativa clínica e autorização prévia. Os honorários da equipe médica são avaliados individualmente, de acordo com a complexidade do caso e a estratégia cirúrgica necessária.
A anestesia deve ser vista como parte do tratamento?
Sim. No explante mamário, a anestesia não é apenas uma etapa técnica. Ela faz parte do planejamento de segurança da cirurgia.
Uma anestesia bem indicada, bem conduzida e realizada em ambiente adequado ajuda a tornar o procedimento mais seguro, confortável e controlado para a paciente.
Médico, empresário, cirurgião geral e cirurgião plástico, com mais de uma década de formação, especialista em plástica mamária estética, reconstrutiva oncológica, explantes e mamoplastias sem próteses. Título de especialista pelo MEC, SBCP, AMB. CRM-DF 26070 | RQE Cirurgia Plástica 20448.