As telas são materiais utilizados em algumas cirurgias mamárias com o objetivo de oferecer suporte interno aos tecidos da mama. Elas funcionam como uma espécie de sustentação adicional, ajudando a distribuir o peso da mama e reduzindo a tensão sobre a pele e os pontos internos. Na prática, elas tentam criar uma estrutura de suporte para mamas mais pesadas, flácidas ou com tecidos muito frágeis.
Não. A maioria das mastopexias sem implantes pode ser realizada sem telas. Em muitos casos, uma boa técnica cirúrgica, associada à reorganização adequada dos tecidos da própria paciente, já oferece um resultado satisfatório. As telas costumam ser mais discutidas em pacientes com mamas muito pesadas, pele extremamente fina, flacidez importante, grande perda de sustentação ou histórico de queda precoce das mamas após cirurgias anteriores.
Não existe nenhuma técnica capaz de impedir completamente a ação do tempo, da gravidade, das oscilações de peso, da qualidade da pele ou do envelhecimento natural. A tela não “segura a mama para sempre”. O que ela pode fazer, em alguns casos, é oferecer um suporte adicional aos tecidos, tentando reduzir parte da sobrecarga sobre a pele e a sustentação interna da mama. Mesmo assim, o comportamento da mama ao longo do tempo continua dependendo muito da qualidade dos tecidos da própria paciente.
Não. A tela não cria volume e não funciona como um implante. Ela não deixa a mama “mais preenchida”. Quando a paciente deseja mais colo ou mais projeção, isso normalmente depende do volume da própria mama ou do uso de próteses. A tela tem outra função: oferecer sustentação aos tecidos.
Porque muitas mulheres querem levantar as mamas sem utilizar silicone, mas têm medo de que a mama volte a cair rapidamente. Em pacientes selecionadas, a tela pode ser discutida justamente como uma tentativa de melhorar a sustentação interna da mama sem precisar recorrer a implantes. Mas é importante entender que ela não transforma uma mama sem volume em uma mama “com aspecto de prótese”.
Sim. Existem telas absorvíveis, parcialmente absorvíveis e permanentes. Cada uma possui características, comportamento e indicações diferentes. A escolha depende do tipo de mama, da espessura dos tecidos, do peso da glândula, do histórico cirúrgico e da estratégia planejada para aquela paciente.
Não. Existem pacientes que podem se beneficiar mais da técnica e outras em que o uso da tela pode não trazer uma vantagem real. Além disso, como qualquer material utilizado em cirurgia, as telas também exigem critério na indicação e aumentam a complexidade do procedimento. Por isso, a decisão deve ser individualizada e baseada em avaliação técnica — não apenas em tendência de internet ou marketing.
Na maioria dos casos, não. Mas isso depende da espessura dos tecidos da paciente, do tipo de tela utilizada e da forma como ela foi posicionada. Em pacientes muito magras ou com tecidos extremamente finos, algumas irregularidades podem ser percebidas com o tempo.
O resultado da mastopexia sem implantes costuma ser mais natural justamente porque a mama é reconstruída utilizando os próprios tecidos da paciente. A tela não muda isso. Ela apenas tenta oferecer um suporte interno adicional em casos específicos.
Não existe uma resposta única.
Existem pacientes em que a tela pode fazer sentido dentro da estratégia cirúrgica. Em outras, uma boa mastopexia sem implantes, bem planejada e bem executada, pode funcionar muito bem sem necessidade de materiais adicionais. O mais importante não é simplesmente “usar tela” ou “não usar tela”. O mais importante é entender a qualidade da sua pele, o peso da mama, a flacidez, o formato desejado e o que faz sentido para o seu corpo.
As telas são materiais que podem ser utilizados em algumas mastopexias sem implantes para oferecer sustentação adicional aos tecidos da mama.Elas não substituem próteses, não criam volume e não impedem completamente a ação do tempo sobre as mamas.A indicação precisa ser individualizada, baseada na anatomia da paciente, na qualidade dos tecidos e nos objetivos da cirurgia.
Médico, empresário, cirurgião geral e cirurgião plástico, com mais de uma década de formação, especialista em plástica mamária estética, reconstrutiva oncológica, explantes e mamoplastias sem próteses. Título de especialista pelo MEC, SBCP, AMB. CRM-DF 26070 | RQE Cirurgia Plástica 20448.